Deixados – Série [Parte 6]
2 fevereiro, 2012 por Gustavo Venturelli
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Mata fechada, o sol brilhava fortemente.
- Vamos – Disse Haziel
Gabriel sem pensar duas vezes se levanta e segue Haziel, não sabia se podia confiar nele, mas nessa altura ele era a coisa mais amigável que já havia lhe acontecido. Eles caminham mata adentro, na direção norte, a mata era fechada e cada vez mais parecia mais fechada. O sol brilhava intensamente, era meio dia, Gabriel já estava exausto não agüentava andar mais.
- Espere – Disse Gabriel
- Não agüento mais andar, preciso descansar um pouco.
- Não há tempo para descanso, eles logo estarão aqui. – Disse Haziel
- Eles quem? De quem você esta falando?
- A guerra garoto, ela já começou, e creio que agora que você tem um lado.
Haziel da um sorriso.
- Você não sabe mais é uma peça muito importante para essa guerra, e no fim você irá terminá-la, ou não, a escolha será sua. Por hora eu devo manter você a salvo.
- Guerra, mas.. Contra quem? Por quê? – Gabriel pensa.
Gabriel esquecerá que os celestes podem ler pensamentos, e logo Haziel lhe responde.
- Demônios, espíritos malignos que vivem nas profundezas.
Gabriel fica meio espantado, por ver que Haziel lerá seu pensamento. Haziel sempre de pé, pois nunca se cansava decide sentar-se ao lado do garoto e lhe contar o motivo disso tudo.
- Gabriel, ouça. Eu não sei ao certo quando isso tudo começou, mais vou lhe contar o que sei. Essa historia é um pouco longa por isso preste atenção não irei repetir – Haziel era meio grosso, uma personalidade muito incomum entre os celestes.
- Tudo começou com a rebelião de Lúcifer. Lúcifer era um grande general no plano celestial, comandava varias legiões celestes e sua beleza não havia igual entre os grandes Arcanjos. Um dia Lúcifer deixou a vaidade subir-lhe a cabeça e assim ele quis ser mais que o seu Criador, usando de seu poder mental e de sua forte influencia entre os menores, Lúcifer conseguiu juntar uma grande parte dos celestes. Lembro-me dessa guerra, pois eu estava lá.
Quinto céu, Celestia, tempos imemoriais.
Lúcifer reuniu seus exércitos no quinto céu, ele se prepara para desafiar o Criador no sétimo céu, também conhecido como monte Tsafon. Celestia, uma cidade magnífica muito linda realmente, conhecida por seus palácios flutuantes era a cidade celestial aonde os grandes generais se encontravam, todos os palácios que havia em Celestia eram banhados e suas ruas feitas com pedras preciosas, uma cidade digna de seus moradores e agora ela seria o grande vale da decisão dessa disputa.
- Quem ousa adentrar a cidade sagrada de Celestia – Disse o Arcanjo Gabriel
- Saia do meu caminho irmão, ou você também sucumbirá. – Diz Lúcifer
- Meu irmão, eu não tenho nada contra você e muito menos aos seus seguidores, mas eu lhe digo que se todos não se ajoelharem e pedirem clemência e misericórdia ao Criador, todos iram morrer aqui e agora! – A expressão de Gabriel mudará subitamente, ele não aceitava tal atitude vinda de seu irmão.
- A estrela da manhã, não se curvará a ninguém! E nem o seu exercito, nos desafiamos o Criador. Venha, e veremos quem irá ganhar esta peleja. – A vaidade enlouqueceu Lúcifer, de tal maneira que se achava invencível.
- Blasfêmia! – Diz Gabriel
- Não haverá misericórdia para nenhum de vocês, hoje Celestia será banhada com o sangue dos traidores, todos vocês sucumbiram em nome do Criador.
Quando Gabriel termina de dizer estas palavras suas legiões vibram e bradam gritos de guerra tão terríveis que até mesmo Lúcifer temeu em seu coração. Gabriel havia convocado todos os grandes generais e todos os exércitos celestiais, em tese havia dois soldados de Gabriel para cada um dos de Lúcifer, mesmo em vantagem numérica Gabriel sabia que não poderia abaixar a guarda, pois senão poderia perder, já que seu adversário era o maior entre os Arcanjos.
- Sem misericórdia, sem medo, sem dor! Hoje seremos maiores que o Criador! – Diz Lúcifer para suas legiões.
- Avançar! Gabriel da à ordem
Trombetas, tambores, gritos, passos, asas batendo, podia-se ouvir o barulho de todas essas coisas. Assim a grande guerra começou, esta guerra duraria mil anos até que enfim se descobriria o desfecho final. Ambas as legiões tiveram grandes perdas, até que chegou o dia em que a estrela da manhã desafia Gabriel.
- Eu, Lúcifer desafio Gabriel, e ponha todos você por prova de que o vencedor governará os céus, e o perdedor será exilado e nunca mais poderá regressar a este plano, o que me diz Gabriel?
Gabriel aceita prontamente o desafio mais enquanto os dois se preparavam para grande batalha, eis que se houve um grande barulho como se fosse um mistura entre trovôes e rugidos de leão e então uma voz ecoa em Celestia.
- Basta! Tolerei você até agora Lúcifer, eis que não a mais misericórdia para nenhum de vocês.
Uma grande luz aparece no meio de Gabriel e Lúcifer, Gabriel e todas as legiões tanto de Lúcifer como as deles sentem um grande temor e se ajoelham diante daquela presença. Lúcifer vendo aquilo se indigna.
- Levantem-se seus covardes, levantem-se! – Lúcifer da à ordem.
O grande Criador estava ali, na frente de lúcifer, e perante todos os outros que também podiam o avistar. Não se podia ver sua aparência, nem mesmo os arcanjos sabiam como era sua real forma, entre o Criador diz.
- Eu irei aceitar o seu desafio, vamos, venha e peleje contra mim e veremos quem irá vencer.
Lúcifer em uma sensação de fúria misturada com audácia levanta sua espada contra o Criador, Lúcifer desfere um golpe mortal, mas a espada se desmaterializa antes de tocar o Criador.
- Vamos, isso é tudo? – Disse o Criador
Lúcifer temeu, sabia que não poderia vencer.
- Eu sou o Alfa e o Omega, o principio e o fim, não houve e nem há, e tão pouco haverá alguém maior do que eu! – Brada o Criador
- E enquanto a você Lúcifer, você está expulso do plano celestial, você e todas as suas legiões, vocês estão condenados ao Sheol, e permaneceram lá até a determinada hora.
Um vento forte começou a soprar, todos os condenados começaram a clamar clemência, pediam perdão, e alguns blasfemavam contra o Criador. Uma espécie de portal fora aberto e todos os que foram condenados, foram sugados por ele, e assim até os tempos de hoje Lúcifer esta no Sheol, hoje em dia é conhecido como Inferno, aguardando a hora determinada.
Haziel se levanta.
- E foi assim que essa guerra começou, e a hora determinada, já chegou. Lúcifer quer a sua vingança contra o Criador e fará de tudo para exterminar a criação.
- Mas porque eu sou tão importante assim para essa guerra? – Diz Gabriel
Haziel olha nos olhos de Gabriel e diz.
- Tudo o que eu posso lhe dizer é, tenha fé, no final tudo acabará bem. Agora vamos perdemos tempo de mais aqui.
Gabriel se levanta, e assim começam a andar, após andar alguns minutos eles são parados por um grupos de homens, Gabriel fica feliz, pois pensa que poderia ser moradores de algum conjunto habitacional das redondezas, mas Haziel diz.
- Para trás Gabriel, eles não são quem você pensa que são.
Um rapaz toma a frente do grupo.
- Hum, então o Criador encarregou você de tomar conta da criança? Patético.
- Patético? Não acho, patético são vocês que ainda pensam que podem ganhar essa guerra. – Zombou Haziel
- Haziel, Haziel. – Diz o líder – Não vê que estamos em vantagem numérica?
- Dommius, maior é aquele que esta comigo do que aqueles que esta com vocês.
O grupo se enfurece, e parte para cima de Haziel, Gabriel se abaixa e tenta se proteger de alguma forma, enquanto isso Haziel nem retira sua espada da bainha o que insulta ainda mais os demônios.
- Já esqueceu como se usa a espada? – Zomba Dommius
- Contra espíritos fracos como vocês, não preciso utilizá-la.
Os demônios ficam mais raivosos ainda, e pulam em cima de Haziel. Uma espécie de campo de força forma em volta de Haziel, e ele diz.
- Só isso? Agora é minha vez.
- Fúria divina! – Haziel brada em alta voz
Derrepente seu corpo começa a ficar iluminado, era uma luz branca com uns toques de azul, era possível sentir a energia se acumulando em seu corpo, a energia se acumulou tanto que chegou a um certo ponto que não podia mais conte-la, sendo assim Haziel grita.
- Agora vocês terão o que merecem, voltem para o inferno que é aonde vocês não deveriam de ter saído!
E então se viu uma explosão de luz, Gabriel só conseguiu virar o rosto e tentar se proteger de alguma forma, mas a luz não atingirá Gabriel. Após alguns estantes a luz apagou, Haziel diz.
- Vamos, não podemos perder mais tempo, outros viram.
Gabriel levanta a cabeça e vê os corpos dos demônios totalmente carbonizados, e percebera que seu protetor não era um anjo qualquer. Gabriel se levanta e continua a caminhada com Haziel, mas ainda não sabe ao certo para onde eles estão indo.
Continua… [leia aqui a parte 7]
Vinicius Mendes de Azevedo
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Deixados – Série [Parte 5] : Vida Jovem Cristã – Um blog para jovens cristãos. | qui, 2 fev 2012 20:03
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