Carta a um solteiro Frustrado
novembro 5, 2011 por Pedro Napoleão Jr.
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Estudos, Namoro Cristão, principal
Carta a um solteiro (frustrado)
Por Owen Strachan
Caro jovem rapaz solteiro e frustrado,
Oi. Bem vindo! Tenho alguns pensamentos que gostaria de repartir com você. Tenho visto sua situação, e quero lhe ajudar.
Eu quero fazer o papel de irmão para você (ou de um bom amigo). A graça vinda de um irmão é fácil esquecer, não é? Lembra quando seu irmão mais velho ou primo (ou um amigo muito próximo) levou você a um canto, depois de uma conversa com o seu pai (ou figura de autoridade), e disse: “Ei, mano, está tudo bem. Faça o que meu pai diz. E você vai ficar bem. Eu vou te ajudar se você precisar.” Então ele lhe deu um tapinha nas costas e disse-lhe para ir brincar lá fora. Lembre-se daquele sentimento? Foi poderoso. Foi restaurador. Colocou as coisas em perspectiva, lhe ajudou a ver que você iria ficar bem. Isso é o que eu estou espero fazer aqui. Eu não vou repetir o que o “Pai” disse, apenas quero ajudá-lo a ter a perspectiva correta. Você entenderá o que quero dizer em um minuto.
O Problema do Homem
Os homens atualmente estão com problemas. Muitos precisam ser desafiados.
Muitos comentaristas evangélicos e, particularmente, “novos Calvinistas” estão notando problemas endêmicos da masculinidade moderna – Al Mohler, Mark Driscoll, Darrin Patrick e Rick Phillips, para citar alguns. Isso não poderia ser mais bem-vindo. Atualmente, os rapazes têm aprendido por inúmeras fontes e meios de comunicação que eles são idiotas, ignóbeis e inferiores às mulheres. Eles ficam com garotas, fogem da responsabilidade, levam a sério coisas que na verdade não são sérias, e geralmente negligenciam grandes oportunidades que surgem. As estatísticas relacionadas com a sua presença em universidades, com o casamento e com sua entrada e avanço no mercado de trabalho, oferecem testemunho ilimitado dessa realidade. Uma geração criada pela revista Maxim2 vê as mulheres como conquistas e crianças como uma inconveniência. Uma geração que assume a personalidade de Jackass. Uma geração obcecada por jogos de vídeo game que se entrega a um mundo de fantasia, onde jogos e jogadores substituem buscas e objetivos reais. Os homens estão com problemas, e os homens cristãos estão sendo vítimas de muitas dessas coisas de menos valor.
Então, toquemos a buzina. Desafiemos garotos e homens a seguirem um caminho diferente. Modelando-os ao que devam ser. Mostremos a eles como viver por Cristo, e servir a família, a igreja e a sociedade. Completamente.
Mas, há um perigo em nossa situação atual. Correndo atrás da faixa de garotos e homens como um gracioso, porém destemido, sargento, podemos ignorar os bem-intencionados. Alguns caras ouviram o chamado; eles leram livros; eles foram às conferências. Eles realmente querem ser maridos, pais e líderes da igreja. Eles estão progredindo em todas essas áreas para atingir a maturidade. Em alguns casos, eles não foram bem treinados pelos pais; em alguns, eles nem tiveram pais. Qualquer que seja seu pano de fundo, eles ouviram o chamado e querem respondê-lo. Apesar do pouco ou pobre treinamento, eles estão empenhados em fazer de um jeito melhor. Eles querem se levantar, amar muito uma mulher, educar os filhos a conhecer o Senhor, e juntar-se a outros homens assumindo sob suas costas o trabalho do ministério. Eles se inscreveram, eles possuem o crachá, e eles estão ansiosos para começar.
Isto não é um abraço de grupo
Isto não vai se transformar em algum tipo de chamada pseudo-psicológica para, para os ternos e pródigos, para cuidarmos do coração frágil. A vida é dura. Deus faz seu povo crescer através da dificuldade. Ser um jovem nunca foi fácil, e isso realmente não deveria ser fácil. O nível deve ser bastante elevado para que os jovens tenham que se esforçar para alcançá-lo. As coisas devem ser dessa forma não porque é divertido ser mau, mas porque atingir a maturidade, e, especialmente, a maturidade cristocêntrica, é difícil. Manter-se fiel a uma mulher, prover para a família, esquecer a fadiga para cuidar da família e conduzi-la bem – estas são coisas difíceis. Elas pedem por preparação dura, para que – como na guerra – você não pense que as coisas serão fáceis e depois se surpreenda.
Mas, nós precisamos lembrar que ser solteiro pode ser extraordinariamente difícil. Parece fácil em análise do ponto de vista de quem é casado. É engraçado como esquecemos o medo que vem com o risco de chamar uma garota para sair. É engraçado como esquecemos a sensação de “soco no estômago” quando ela diz não. Engraçado como esquecemos a luta com sentimentos de inadequação, desesperança e ansiedade. Tal como acontecem com todas as provações terrenas, essas lutas requerem a graça de Deus, o conselho e a bondade dos amigos, bem como a aceitação e o incentivo da igreja.
Não estou pedindo um movimento cristão em que qualificamos infinitamente nossos desafios, repreensões e chamadas proféticas. Também não estou sugerindo que os líderes cristãos anunciem que a maturidade masculina perdeu algo. Se você escutou ou leu a respeito dessas figuras citadas, você frequentemente encontrará ajuda e explicações sobre esse tema. Não tenho nenhuma desavença com esses homens. Tenho me beneficiado grandemente do seu ensinamento. Eu acho que é desesperadamente necessário ainda mais discursos assim. Mas, com tudo dito, nós todos precisamos de encorajamento e esperança. Negar isso aos homens – especialmente aos solteiros frustrados que procuram coisas boas – seria cruel.
O que fazer
As mulheres precisam da mesma marca de conforto do que os homens. Isso não é exclusividade. Muitas jovens fazem seu caminho através da solteirice em silêncio e solidão. Mesmo chamando as jovens para a feminilidade bíblica e seus privilégios e responsabilidades, nós precisamos deixar claro que os cristãos solteiros são cidadãos do reino de pleno direito. Muitos de nós conhecemos jovens mulheres que almejam ser nada mais do que esposas e mães, mas que não tem, por qualquer razão, visto Deus fazer acontecer. A doutrina da providência é a resposta e o conforto nessas situações.
Tenho focado, porém, nos homens. Muito do tipo de encorajamento que sugeri como necessidade precisa chegar ao contexto da igreja local, e em particular através dos homens mais velhos e experientes, e alcançar os homens mais jovens. Existe uma carência desse tipo de atividade em muitas igrejas, e precisamos de uma recuperação de orientação e discipulado. O livro de Tito é pequeno, mas potente nesse ponto tanto para homens quanto para mulheres. Muito desse tipo de envolvimento relacional significa ajudar os jovens frustrados a pensar seriamente sobre a melhor forma de elaborar estratégias para a liderança. Em alguns casos, pode significar questionar – Como você está apresentando a si mesmo? Você pode crescer em habilidades de conversação? Por que rapazes que perguntam a garotas se elas consideram o casamento no primeiro encontro merecem uma repreensão. Em outros, pode simplesmente significar os encorajar, lembrando-os da verdade bíblica, e escutar – sem questionar, mas escutar. Tudo isso ajudará o jovem a perceber que, embora a chamada audaz para a maturidade masculina seja absolutamente necessária, ela não deve ser entendida como uma condenação.
Em todas essas coisas, nós precisamos de uma ênfase na confiança em Deus, o Salvador e Pastor do seu povo. Isso é básico, mas essencial. Deus enviou seu Filho para a terra com a finalidade de salvar nossas almas perdidas. Essa é a nossa maior alegria. Toda pessoa, solteira ou casada, tem a oportunidade de participar no trabalho de promoção do evangelho, viver doxológicamente (em forma de adoração) de tal forma que Deus é apresentado – em toda e qualquer época da vida – para que viver seja eminentemente mais valoroso do que sexo, dinheiro, status, sucesso, ou mesmo a família natural. O conforto com que esse Deus, esmagadoramente bom e gracioso, dirige a todos os aspectos das nossas vidas, a cada momento que passa, não é mera referência teológica, mas uma realidade bíblica de grandes conseqüências pessoais.
Então, estes são os meus argumentos, irmão solteiro. Se você puder considere-me seu irmão e amigo. Aonde quer que você se esteja, com qualquer esperança que você carregar, faça tudo que puder para atender ao chamado bíblico da maturidade masculina. Rejeite a cultura e as tentações. Imite seu Salvador. Procure por homens de Deus para lhe discipular. Se você perceber que não foi chamado para a solteirice (e alguns definitivamente são), continue se arriscando. Continue passando por cima do medo. Continue servindo sua igreja fielmente. Ore fortemente. Conte seus desejos ao Senhor. Confie n’Ele, como tem feito. Nunca pare de confiar n’Ele.
A masculinidade é difícil; continue perseverando e tendo domínio – espiritual, físico, emocional – da sua vida e do seu mundo. Deus amou você; você ama Deus. Eu não sei o que Deus tem para você, mas eu sei que porque Ele é grande, bom, e gracioso, você ficará bem.
Chega de conversa. Você está pronto para ir lá para fora?
Seu irmão, Owen.
(Owen Strachan é instrutor de teologia cristã e da história da igreja em BoyceCollege. Ele escreve para BibleMesh, para o TheGospelCoalition, e é o co-autor da coleção The Essential Edwards)
Copo descartável
outubro 31, 2011 por Gustavo Venturelli
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E ae pessoal! O post de hoje eu peguei no blog do Eu Escolhi Esperar e foi escrito pela Pati Geiger
Vamos ao post!
“Semana passada vi uma frase no facebook que me chamou muito a atenção.
E é sobre isso que eu quero falar um pouquinho hoje. A seguinte frase:
”Esse negócio de FICAR não é de Deus. Sou VASO ou copo descartável?” Jullianna Lima
Refleti sobre essas palavras por alguns segundos e Deus me falou: escreve sobre isso!
Sabe, vivemos numa geração copo descartável. Ou seja, usamos as pessoas e depois as jogamos fora. A geração do ‘ficar’ é assim, beijinho, beijinho e tchau tchau. E o mundo nos fala que isso é a coisa mais natural do mundo. O mundo te incentiva à essas práticas. Mas o triste, é que temos trazido isso para dentro de nossas igrejas. Em vez de fazermos a diferença no mundo, em vez de sermos diferentes, acabamos nos tornando iguais. Deixamos que o mundo nos molde, quando nós deveriamos ser luz para as trevas.
Somos vasos e não precisamos ser tratados como copos descartáveis, pois quem se deixa ser assim tratado, é porque a pessoa mesmo pensa que é um copo descartável.
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2
E não falo apenas de relacionamentos amorosos. E as nossas amizades? Quantas vezes tratamos as pessoas como descartáveis? Como se não fossem importantes? As usamos e logo em seguida as jogamos fora. Usamos nossos amigos, pra conseguir o que queremos. Usamos nossa família pra fazer chantagem e conseguir alguma coisa.
Mas Deus não criou seres descartáveis. Ele criou as pessoas do barro, para que elas fossem moldadas, até virarem vasos a serem usados para a honra e glória dEle! Você não é lixo! Não deixe que os outros te tratem assim.
Um copo descartável que é usado e jogado fora, fica sujo, com marcas. Mas Deus se fez um copo descartável para resgatar as pessoas que foram jogadas fora? Ou você pensa que Jesus não foi rejeitado pelo seu povo? Ele entende você. Mas Ele não quer que você continue nessa situação. Jesus vai até o lixo pra buscar você e te transformar num vaso, para ser usado pra honra e glória dEle! Não qualquer vaso, mas um criado por Suas mãos. Não um vaso que se compra em qualquer lugar, mas um vaso que já foi comprado com a moeda mais cara, o sangue de Cristo!
Quem você quer ser hoje? Copo descartável ou vaso?
“Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” Jeremias 18
Com amor
Pati Geiger”
Namoro nos trilhos [Extra]
junho 17, 2011 por Gustavo Venturelli
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Pensa que acabou? Quem disse que termina no final? Aqui é a versão deluxe do estudo, vem com um post extra!! hahaha
Como eu já disse em uma outra parte do estudo, parei pra pensar bastante sobre relacionamentos quando li este estudo pela primeira vez. Então, gostaria de compartilhar algumas coisas com vocês. Read more
Namoro nos trilhos [Final]
junho 16, 2011 por Gustavo Venturelli
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Chegaaaamos na parte final do nosso estudo… se ainda não viu as partes anteriores, veja aqui Parte 1 / Parte 2 / Parte 3 Read more
Namoro nos trilhos [Parte 3]
junho 15, 2011 por Gustavo Venturelli
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E ae pessoal!! Estamos quase lá!! Hoje mais alguns hábitos de um namoro altamente defeituoso.
Se você está chegando agora, veja a Parte 1 e Parte 2 Read more
Namoro nos trilhos [Parte 2]
junho 14, 2011 por Gustavo Venturelli
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Continuando hoje com a série Namoro nos trilhos. Vamos aos sete hábitos de um namoro altamente defeituoso. Se não viu a primeira parte, leia aqui. Read more
Namoro nos trilhos [Parte 1]
junho 13, 2011 por Gustavo Venturelli
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Ontem foi dia dos namorados e hoje vamos começar uma série de estudos sobre namoro, que vai até o final da semana! Mas semana passada foi a semana dos namorados!! Grandes coisas! Sempre é tempo de aprender!! Se você curtiu o dia ontem com seu amado(a), acompanhe o estudo dessa semana e pense sobre o seu relacionamento. Se você está solteiro, leia, aprenda e evite problemas futuros! Read more
Matemática de Relacionamentos
janeiro 28, 2011 por Pedro Napoleão Jr.
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Em matemática aprendemos que 1+1=2, enquanto 1-1=0. Da mesma forma, os relacionamentos podem ou duplicar o seu valor ou reduzir-lhe para um zero. Como evitar tornar-se um zero?
Virgindade Subversiva (parte 2)
janeiro 8, 2011 por Sam
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Bom dia Pessoal,
Como estão? Eita final de semana é benção heim heheeh o duro é acordar cedo pra ir trabalhar…(quem trabalha). Bom essa é a segunda parte do post Virgindade Subversiva, espero que curtam. O texto foi retirado do iprodigo
De acordo com a sabedoria feminista, sexualidade é para ser entendia através dos conceitos de poder e escolha. Não é uma questão de algo tão banal biológico quanto a produção de crianças, ou até mesmo a noção mais elevada de criação de intimidade e confiança. Às vezes até parece que o sexo nem deveria ser divertido. O objetivo da sexualidade feminina é afirmar o poder sobre os homens infelizes, para controle, vingança, prazer próprio ou forçar um compromisso. Uma mulher que se recusa a expressar-se na atividade sexual, assim, cai vítima de uma sociedade dominada pelos homens, que pretende impedir as mulheres de se tornarem poderosas. Por outro lado, diz-se, uma mulher que se torna sexualmente ativa descobre seu poder sobre os homens e o exercita, supostamente para sua valorização pessoal.
Esta é uma mentira absurda. Este tipo de guerra dos sexos da sexualidade resulta somente em uma vitória pírrica – vitória obtida a alto preço com prejuízos irreparáveis. Os homens não são aqueles que ficam grávidos. E quem já ouviu falar sobre um homem comprar uma revista para aprender os segredos para fisgar uma esposa? Sacrifício e renuncia do poder são naturais para as mulheres – pergunte a qualquer mãe – e elas também são o segredo do apelo feminino. A pretensão que agressão e verdade absoluta são as únicas opções para o sucesso do sexo feminino tem aberto portas aos homens predadores. O desequilíbrio do poder se torna maior que nunca em uma cultura de fácil acesso.
Contra este sistema de exploração mútua está a alternativa mais atraente da virgindade. Ela foge do ciclo cruel de ganhar e perder, porque se recusa a jogar o jogo. A promiscuidade de ambos os sexos vai tentar ferir, um ao outro, disfarçando infidelidade e egoísmo como liberdade e independência, e culpando o resultado sempre no outro. Mas ninguém pode reivindicar o controle sobre o virgem. Virgindade não é uma questão de afirmar o poder para manipular. É uma recusa em explorar ou ser explorado. Isso é o real e responsável poder.
Mas há mais do que mera fuga. Há um apelo inegável em virgindade, algo que escapa ao rótulo de desprezo feministas ressentidas de “puritana”. A mulher virgem é um objeto de desejo inatingível, e é precisamente sua inatingibilidade que aumenta o desejo. O feminismo tem dito uma mentira em defesa de sua própria promiscuidade, que não há poder sexual na virgindade. Pelo contrário, a sexualidade virgem tem um poder extraordinário e incomum. Não há como duvidar dos motivos de uma virgem: sua força vem de uma fonte além de seus caprichos transitórios. A sexualidade é dedicada à esperança, ao futuro, ao amor conjugal, às crianças e a Deus. Sua virgindade é, ao mesmo tempo, uma declaração de sua madura independência dos homens. Permite que uma mulher se torne uma pessoa completa em seu próprio direito, sem a necessidade de um homem para se revoltar contra ou a completar o que falta. É muito simples, na verdade: não importa o quão maravilhoso, charmoso, bonito, inteligente, atencioso, rico ou persuasivo ele é, ele simplesmente não pode tê-la. Uma virgem é perfeitamente inalcançável.
Claro, houve algumas mulheres que tentaram reivindicar essa independência dos homens, voltando-se para si mesmas, optando pela sexualidade lésbica em seu lugar. Mas este é apenas mais uma, e talvez mais profunda, rejeição de sua feminilidade. Os sexos se definem em sua alteridade. Lesbianismo esmaga a concepção de alteridade afogar a feminilidade num mar de mesmice, e no processo perde qualquer noção do que faz o feminino, feminino. Virgindade defende de forma simples e honesta o que é valioso e exclusivo para mulheres.
O corolário do poder é a escolha. Novamente, a feminista pressupõe que mulheres poderosas sexualmente serão capazes de escolher seus próprios destinos. E mais uma vez, isso é uma mentira. Ninguém pode se envolver em relações sexuais extraconjugais e controlá-las. Em nenhum lugar isso é mais aparente do que no pesadelo do colapso moral de nossa sociedade desde a revolução sexual. Algum tempo atrás eu vi na TV a introdução do inovador “preservativo feminino.” Uma porta-voz numa conferência de imprensa, comemorando o lançamento, declarou alegremente a nova liberdade que deu às mulheres. “Agora as mulheres têm mais poder de barganha”, disse ela. ”Se um homem diz que ele se recusa a usar preservativo, a mulher pode responder, tudo bem, eu uso!” Fiquei embasbacada por seu entusiasmo com a dinâmica da nova situação. Por que será que duas pessoas com tanta animosidade entre si consideram manter relações sexuais? Que bela opção de liberdade foi dada a eles!
A terrível realidade, claro, é que não há nada de livre escolha quando as mulheres têm de convencer os homens a amá-las e precisam convencer-se que são mais do que apenas “bens usáveis”. Há tantas jovens que tenho encontrado, para quem a atividade sexual de livre escolha significa um breve momento de prazer – se tanto – seguido pelos efeitos colaterais não escolhidos de incerteza paralisante, raiva pelo envolvido e, finalmente, um profundo ódio a si mesmas que é impenetráveis pela análise feminista. A chamado liberdade sexual é, na verdade, apenas proclamar-se estar disponível gratuitamente e, assim, sem valor. ”Escolher” essa liberdade é equivalente a dizer que não se vale nada.
Reconhecidamente, há algumas pessoas que dizem que sexo não é nada tão sério ou importante, mas somente mais uma atividade recreativa não tão diferente do ping-pong. Eu não acredito nisso por nem um segundo. Aprendi, de uma forma muito significativa, com outra mulher a força destrutiva do sexo fora do controle quando eu mesma estava sobre uma considerável pressão em atender as demandas sexuais de um homem. Eu discuti a perspectiva com esta amiga, e depois de algum tempo ela finalmente me disse, “Não faça isso. Até agora na sua vida, você fez as escolhas certas e eu fiz todas as escolhas erradas. Eu me importo o suficiente com você para não querer ver você acabar como eu.” Naturalmente, aquilo fez a minha cabeça. Sexo importa, importa muito; e eu posso somente esperar que aqueles que negam isso acordem para tal erro antes que se machuquem cada vez mais.
As mentiras que o feminismo tem pregado são assustadoras e destrutivas às mulheres. Tem criado a ilusão de que não há espaço para a autodescoberta fora do comportamento sexual. Não apenas isso é uma mentira grotesca, mas também é bem chata. Fora a dispensa implícita de toda riqueza fora do domínio do sexo, esse falso conceito tem imposto duros limites ao alcance dos relacionamentos humanos. É dito para nós que amizades entre homem e mulher são apenas uma enrolação até que eles finalmente se envolvam. Enquanto o romance é natural e uma expressão de amor recomendável entre um homem e uma mulher, não é simplesmente a única opção. E na nesse clima sexualmente competitivo, mesmo o amor romântico mal merece esse título. Virgindade entre aqueles que buscam o amor marital ajudaria muito a melhorar o desempenho e solidificar o mesmo, criando uma atmosfera de honestidade e descoberta antes da igualmente necessária e desejada consumação. Onde o feminismo vê a liberdade dos homens em colocar partes de seus corpos à disposição, neste jogo bizarro de auto-engano, a virgindade reconhece igualmente o vulnerável, embora frequentemente negligenciado, estado dos corações dos homens, e busca um caminho para os amarem verdadeiramente.
É estranho e incomodo para mim que o feminismo nunca tenha reconhecido o poderoso valor da virgindade. Eu tendo a pensar que muito da agenda feminista é mais investida em uma cultura de autonomia e darwinismo sexual do que em elevar genuinamente as mulheres. Claro, virgindade é uma batalha contra a tentação sexual, e a cultura popular sempre opta pelo caminho mais fácil ao invés das dificuldades que moldam o caráter. O resultado são mulheres superficiais moldadas por escolhas sem sentido, dignas de serem tratadas como estereótipos, ao invés de mulheres caráter louvável, dignas de serem tratadas com respeito.
Preparar para amar
Talvez a virgindade pareça um pouco fria e até arrogante e insensível. Porém, a virgindade quase nunca tem a exclusividade de assumir estes defeitos, se é que assume algum deles. Promiscuidade oferece um destino muito pior. Eu tenho uma grande amiga que, infelizmente, tem mais conhecimento do mundo que eu. Pelos padrões da libertinagem feminina, ela deveria se orgulhar de suas conquistas e estar pronta para mais, mas ela não está. O momento mais revelador sobre o que se passa em seu coração veio a mim uma vez enquanto estávamos ao telefone, especulando sobre o nosso futuro. Geralmente essas especulações são cheias de viagens exóticas, aventuras e pós-graduações. Naquela hora, entretanto, elas não eram. Ela confessou para mim que o que ela realmente queria era viver numa fazenda no interior de Connecticut, criando várias crianças e bordando toalhas de chá. É um adorável sonho, nada ambicioso, e doméstico. Mas os seus curtos e fracassados relacionamentos sexuais não a levaram de qualquer forma mais perto de seu sonho e deixaram pouca esperança de que ela sequer conseguirá alcançá-lo. Devo ser honesta aqui: a virgindade também não me levou a uma fazenda no interior de Connecticut. A inocência sexual não é garantia contra dor-de-cotovelo. Mas há uma diferença crucial: não perdi uma parte de mim para alguém que posteriormente tratou com desprezo, rejeitou e talvez nunca se importou com isso.
Eu espero sinceramente que a virgindade não seja um projeto de vida para mim. Muito pelo contrário, meu compromisso subversivo com a virgindade serve como preparação para outro compromisso, de amar um homem completamente e exclusivamente. Reconhecidamente, há uma pequena frustração em meu amor: eu ainda não conheci O homem (pelo menos, não que eu saiba). Mas a esperança, aquela que não desaponta, me sustém.
Deus abençoe Vc’s e Ótimo final de semana
Virgindade Subversiva (parte 1)
janeiro 7, 2011 por Sam
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Bom dia pessoal, ontem achei um texto muito interessante no site iprodigo, este artigo é de autoria de Sarah Hinlicky. Ela fala sobre a visão do feminismo atual a respeito da sexualidade e também como ela aprendeu a rejeitar os valores que o mundo impõe. Read more
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